domingo, 21 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS (Natais Diferentes)

Foi assim em 1972 o nosso segundo Natal na Guiné, longe de casa e dos nossos: calor, medo (os "turras" ficavam particularmente activos nesta época), muita camaradagem e sobretudo muita saudade.
Um grande hip.. hip.. hurra... a nós todos que, 36 anos depois continuamos a comemorar o Natal, cada um à sua maneira mas sempre, sempre, com muito amor e fraternidade.
Neste momento especial um abraço fraterno a todos e votos de Feliz Natal.
Álvaro Basto

sábado, 20 de dezembro de 2008

Boas Festas

«E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida.» 1 Jo 4,9
Meus amigos e camaradas de armas
Podemos viver o Natal de muitas maneiras, mas a verdade é que o Natal existe porque se comemora, ou melhor, se faz memorial do Nascimento de Cristo, Filho de Deus, no meio dos homens, como Homem igual a nós em tudo, excepto no pecado.
Podemos acreditar, ou até não acreditar, mas quer queiramos quer não, todos entendemos o Natal, como uma festa da família e como festa da família que é, uma festa de amor.
Sem medo das palavras hoje em dia tão mal utilizadas, é isso que agora vos quero deixar ... o amor!
O amor a vós e a todos os homens de boa vontade, e até àqueles que não têm boa vontade.
O amor aos que nos combateram e aos que connosco combateram.
O amor aos que concordam connosco e o amor aos que de nós discordam.
O amor aos que nos perdoam e àqueles que nós perdoamos, àqueles a quem pedimos perdão e até àqueles que não nos conseguem perdoar e aos que temos dificuldades de perdoar.
O amor a todos sem excepção, porque só assim se pode entender o Natal.
Neste Natal desejo sobretudo a todos vós, homens de rija têmpera que souberam combater, que souberam abraçar, que souberam viver a amizade daqueles que entregam a própria vida pela vida dos outros, que saibamos dar testemunho de solidariedade, de fraternidade, de “entreajuda”, neste mundo egoísta que se fecha cada vez mais em si próprio
Que o bom Deus em quem acredito com toda a força do meu ser, vos abençoe na paz, na alegria, na abundância de vida.
Abraço muito amigo do
Joaquim Mexia Alves

Boas Festas

O Luis Dias, ex-Alferes da Companhia do Dulombi, Batalhão do Galomaro, e que criou o blogue

HISTÓRIAS DA GUINÉ 71-74 - A C.CAC 3491-DULOMBI

Enviou-nos também os votos de Boas Festas num cartão que eu, por “nabisse”, não consigo aqui colocar.

Boas Festas

. Votos de Feliz Natal e Bom 2009

Os votos do Lima Rodrigues

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Fotos do almoço CART 3492 - Realizado em Monte Real

Nesta foto, estão à esquerda o David Guimarães,
da Companhia que rendemos e a seu lado o José Zeferino
da Companhia que nos rendeu, e o Álvaro Basto,
Fur. Enfermeiro da 3492, que lhes está a tratar
da saúde. A Senhora não consigo identificar.
Meus caros
Embora com algum atraso, cá vão mais umas fotos do nosso almoço em Monte Real, realizado no passado dia 25 de Outubro.
Soberbamente organizado pelo nosso camarada Mexia Alves.
Abraço para todos.
Artur Soares

Almoço da CART 3492 - Agradecimento

O David Guimarães e o António Barroso uma fotografia
"sacada" num "golpe de mão" à Tabanca Grande,
à qual agradecemos não nos ter perseguido nas matas da net.
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Amigos
Comento neste espaço o almoço com a gratidão de um camarada mais antigo mas que se sentiu tão bem no vosso meio...
Nada acontece por acaso e a ideia que tiveram foi óptima - nesse almoço, esteve a vc convite, representado o "antes" e o "pós" vossa comissão - quer dizer simbolicamente esteve a Companhia anterior, a que eu pertencia e que fizeram o favor de me substituir (obrigatoriamente - e um representante da outra Unidade que vos substituiu) - acho que isso é uma coisa óptima. Afinal o Xitole estava aqui representado em 4 anos e ate ao fim da guerra da Guiné...
Em tempo vai o meu agradecimento por me terem convidado, não se esqueçam para o ano, e mais ainda vai a minha gratidão para a organização e toda a companhia afinal que tão bem me recebeu, o que eu nada estranhei naturalmente..
Um abraço,
David
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Agradecimento deixado pelo David Guimarães, pelo convite e presença no nosso almoço.
David, já estás convidado para o ano e para todos os anos e obrigado por teres vindo almoçar connosco.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

E A TRADIÇÃO FOI CUMPRIDA

No passado dia 25 de Outubro foi mais uma vez cumprida a tradição.
34 Camaradas que entre 1971 e 1974 partilharam a sua vida de uma forma tão "especial" no Xitole no leste da Guiné, juntaram-se com os seus familiares mais chegados (eramos 72 ao todo) num magnífico almoço convívio, exemplarmente organizado uma vez mais pelo nosso querido camarada Mexia Alves.
Salientamos com muito agrado a presença de um representante da Companhia que fomos render em 71, o nosso querido David Guimarães e de um representante da Companhia que em 1974 nos rendeu, o camarada e amigo Zeferino.
Aqui vão algumas imagens do evento para que se perpetue no tempo esta mais que longa amizade.
Alvaro Basto

domingo, 26 de outubro de 2008

Para além da amizade...

Este texto que hoje escrevo provavelmente poderá dizer pouco a muitos daqueles que visitam este espaço, não só porque a sua idade, (julgo que mais nova do que a minha), os distancia dos factos que provocam esta escrita, como também por ser assunto que normalmente não ocorre ao pensamento das pessoas, por dele estarem afastadas, por não o terem vivido.
Hoje tenho um almoço que reúne cerca de 40 homens que juntos, integrados na mesma Companhia, partiram no dia 21 de Dezembro de 1971, a bordo do navio Niassa, para uma comissão militar na Guiné.
Irei, já sei, rever alguns que já não vejo há 36 anos e que no entanto estão indelevelmente marcados na minha memória, na minha vida.
Enquanto escrevo este texto, sinto uma emoção profunda, um quase sentimento de saudade inexplicável, que, julgo eu, vem daquilo que nos une e está muitas vezes para além da compreensão humana.
Nunca, em momento algum, atrevo-me a dizê-lo, se formam ligações tão profundas, tão enraizadas, que vão para além da amizade como normalmente a concebemos, como nos tempos de provação, de dificuldade, de medo, (sim de medo), por que passam aqueles que juntos fazem ou têm de fazer uma guerra.
Não é logicamente isso que faz da guerra uma coisa boa, porque a guerra é sempre um mal que deve ser evitado a todo o custo.
Mas a verdade é que aqueles que estão juntos numa guerra, longe de casa e dos seus, percebem que a sua ligação vai muito para além da normal camaradagem, da sã amizade, pois implica uma entrega constante da vida de cada um, nas mãos do outro, dos outros, que estão ao nosso lado e vivem connosco as dores, os sofrimentos, que “cheiram” em nós o suor do medo, que também a eles lhes sai dos poros e sabem que nós o “sentimos”.
E é assim que passados muitos anos, às vezes sem nos vermos, o abraço é sincero, forte, acolhedor de parte a parte, como se disséssemos uns aos outros: «Tu é que me percebes. Achega-te a mim que eu é que te entendo!»
Mas tem mais um sentimento ainda, pelo menos nesta guerra que vivemos em África. É que aqueles que combateram dignamente contra nós, são agora também nossos camaradas de armas e não lhes guardamos qualquer rancor, mas pelo contrário, irmanamo-nos nos sentimentos e encontramos até em nós uma vontade de ajudar a construir os países por que lutaram e onde lutámos.
Mas há sempre um “amargo de boca”, para ser benigno na expressão! E este “amargo de boca” vem do facto do nosso país não ter um comportamento digno para com aqueles que por ele combateram, com ou sem razão, obrigados ou não.
Não me refiro obviamente tanto àqueles que graças a Deus estão bem, mas a tantos que continuam a viver no dia a dia os reflexos da guerra, que não dormem como os outros, que não têm estabilidade emocional, que foram desestruturados pela guerra, e a quem ninguém acode a não ser os familiares e amigos.
E há bastantes, sabemo-lo bem, que vivem sem abrigo e o Estado nada faz.
Conheço deles que têm processos há dezenas de anos para obterem um qualquer subsídio que lhes permita fazer face à instabilidade emocional, que não lhes permite ter um emprego estável, e continuam a fazer-se perguntas burocráticas para que nada se resolva.
Outro “amargo de boca”, que me toca especialmente porque também os comandei, foi o abandono a que Portugal votou aqueles que, naturais desses novos países, pertenceram às Forças Armadas Portuguesas. Abandonados à sua sorte, muitos foram fuzilados sem qualquer justificação, e outros vivem ao “Deus dará”.
Também os nossos mortos que por lá continuam, se exige ao nosso país que os traga de volta à terra que os viu partir, e às famílias que querem finalmente encerrar esse doloroso capítulo das suas vidas.
Perdoem-me o desabafo, mas hoje tinha de escrever sobre eles, cidadãos anónimos que deram parte das suas vidas por Portugal, e se sentem hoje e ainda tão desprezados e ostracizados.
Mas eu orgulho-me deles, e orgulho-me com eles, e hoje vamos abraçarmo-nos, vamos rir e cantar, vamos olharmo-nos nos olhos e dizermos uns aos outros:«Tu é que me percebes. Achega-te a mim que eu é que te entendo!»
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Texto que escrevi para colocar num espaço da net, onde colaboro semanalmente.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Almoço CART 3492 - 2008

Está finalmente decidido o local e data do almoço da nossa companhia CART 3492 em 2008.
Tudo teve de ser alterado, não só o local em primeiro lugar escolhido, porque o espaço já estava ocupado, bem como a data, por dificuldades "logísticas" o que a alguns até veio dar muito jeito.
Então o almoço será em:
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Pensão Montanha - Monte Real, no dia 25 de Outubro.
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O almoço será constituído por:
Entradas: Morcela, lentriscas, etc
Sopa
Bacalhau
Carne de porco à alentejana
Sobremesa com doce
Vinho
Café
Preço do almoço por pessoa: 16,00€
Dormida sem pequeno almoço, para casal: 20,00€
Dormida sem pequeno almoço, para uma pessoa: 17,00€
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Para quem veio o ano passado é no mesmo sítio, não tem que enganar!
Para quem vem a primeira vez, o modo de chegar é a A17 que sai da Marinha Grande, (continuação da A8) e vai até Aveiro e vice versa.
Tem uma saída mesmo em Monte Real (2Kms), pelo que não tem que enganar também!
O ponto de encontro será no parque das Termas de Monte Real, ao fundo da Avenida junto aos Balneários, a partir das 12 horas, (meio dia), e o almoço será a partir das 13 horas.
Este ano devemos contar com a presença de camaradas da Companhia que fomos substituir, CART 2716 e da que nos substituiu 2ª CCaç do BCaç 4616.
Marcações para o almoço e possível estadia para a noite, (por causa dos copos), podem contactar o Álvaro Basto - 965031310, ou Joaquim Mexia Alves - 962108509.
Está tudo mobilizado para esta operação de alto risco e importância, visto que todos somos necessários para que a operação corra bem.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Almoço Anual de Confraternização

Está a pensar-se este ano e à semelhança do ano passado, organizar um novo almoço de confraternização para nos revermos todos.
Seria no dia 4 de Outubro (sábado) e segundo sugestão do Barata na Quinta de Santa Teresinha em Cernache de Bom Jardim, local muito bonito e central.
Temos de nos "mobilizar" todos no sentido de contactarmos o maior numero possivel de camaradas quer pelas moradas quer pelos respectivos telemóveis.
Espero a colaboração de todos.
Pormenores sobre o local irão ser aqui editados em breve...
Estejam atentos.
Alvaro Basto